Nas artes, a cura para uma infância problemática

por 4 de abril de 2013 Portfolios Um comentário

Ray Caesar é um artista inglês que encontrou nas artes o refúgio de uma infância problemática.

 

Caesar - Hally Lou, 2007

Hally Lou, 2007

 

Nascido em Londres, Caesar comenta em sua “autobiografia” que, quando jovem, era muito indisciplinado, muitas vezes se referindo a si mesmo como “o cão”. Apesar de ter passado por uma infância problemática e por ele mesmo ser uma pessoa difícil, o artista diz que adorava desenhar todo tipo de coisa.

 

Ao ganhar um famoso boneco militar, Caesar percebeu sua paixão pelo exótico. O artista “aposentou” o soldado de seus deveres no exército e o customizou com roupas que sua mãe costurou com os restos dos trapos de Natal. E a customização não parou por aí… Pêlos do próprio corpo do artista e tecidos de diversos tipos já fizeram parte do guarda roupa desse excêntrico milico aposentado.

 

O boneco, porém, torna-se uma obra secundária diante do trabalho fantástico desse artista. Caesar passou a levar suas pinturas a óleo a sério quando sua mãe, então falecida, apareceu para ele em um sonho e o mostrou as galerias que um dia fariam parte da sua vida. As pinturas do artista são únicas, tendo, inclusive, recebido o nome de “pinturas cesarianas” de acordo com o Huffington Post. Sua inspiração vem do Rococó Francês de Antoine Watteau, Fragonard, dos artistas japoneses Yukio Mishima e Jun’ichiro Tanizaki e até mesmo das escritoras Anita Brookner, Jane Austen e Harper Lee. São obras autênticas e belíssimas, algumas bastante intensas por ser uma forma de o artista lidar com seus problemas de ansiedade e traumas da infância.

 

Calamity, 2010

Calamity, 2010

 

 

Silent Partner, 2009

Silent Partner, 2009

 

Day Break, 2008

Day Break, 2008

 

Atualmente o artista – que já passou por estúdios de arquitetura, empresas de Games, empresas de animação digital, efeitos visuais para televisão e cinema, bureaux de serviço digital e instituições de arte médica – trabalha somente com suas pinturas que hoje são feitas em softwares em 3D. Você confere o trabalho do artista em seu site oficial e suas obras são de lacrimejar os olhos.

 

~ Por Ana Paula de Sá, mais um colírio em nossas vidas. Ela viu no Huffington Post.

Autor Equipe Dilata

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