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Após dez dias exibindo o melhor da animação brasileira e mundial, a edição carioca do Anima Mundi 2013 deixou saudades no peito do Dilata. Estive lá de quarta a domingo, conferindo um bocado de sessões de curtas, os masterclasses e o Anima Fórum. Confira as impressões.

 

Para o público que estava acostumado com o ambiente do CCBB, rolou aquele estranhamento positivo com o espaço da Fundição Progresso. A casa estava toda decorada com nuvens penduradas, luzes coloridas, e uma versão inflável e gigante do personagem feito pelo Zaramella recebendo os visitantes na entrada. Coisa linda, gente.

 

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Como de costume, o público da semana é, em sua maioria, de estudantes. A criançada se diverte com os filmes e nas oficinas de animação de massinha, pixilation, no zootrópico, entre outras. As sessões infantis são delícia de assistir até para adultos. São um apanhado de filmes muito bem selecionados e de uma qualidade que, muitas vezes, a gente não costuma ver dando bobeira na internet.

 

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Pra quem já é grande, que nem eu (rs), as sessões competitivas de curtas, a de portfólio (só com publicidade), as de longa-metragens e os Papos Animados com alguns dos animadores presentes no festival são o que há de melhor. Dessa vez, num movimento ousadão, a organização do evento decidiu incluir na programação uma sessão do mal. Chamada de Spike e Mike, ela reune alguns curtas que provocam agonia e alguns outros sentimentos não muito agradáveis. Muita gente saiu dessa sessão no meio, não aguentou ver até o fim.

 

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Tirando isso, muita magavilha. Claro que também tem uns curtas meio caíeeedos (voltei do Rio e tô no idioma da cidade maravilhosa ainda), mas certeza que você não vai ter que tolerar mais que 3 deles em uma sessão de 10 filmes, por exemplo. Pra quem curte filmes mais experimentais, com loucurinhas no estilo clipe da Björk, pode confiar que você dificilmente vai achar alguma coisa ruim, hehe.

 

Sobre os masterclasses: tudo uma beleza! Ennio Torresan mostrou muitos materiais como storyboards e animatics de Bob Esponja, Kung Fu Panda, Madagascar e Turbo. Regina Pessoa, a portuguesa mais simpatia que rola no mundo, levou até placa de gesso pra mostrar como anima para seus filmes. Já o Probert levou a galera à looooucura. O designer mais nerd das galáxias é responsável pela criação de naves, trajes, cenários e outras loucuras cibernéticas do Galactica, do Star Trek, do Star Wars e… wait for it… do De Volta para o Futuro.

 

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Probert, a grande atração!

 

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Regina Pessoa, <3 queridinha <3 .

 

Agora, vamos ao que interessa: os melhores filmes, por favor!

 

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A premiação foi um dos momentos mais crowdeados do festival. A maior sala da Fundição Progresso  (com 880 lugares) ficou lo-ta-da. A noite de despedida também celebra as melhores produções em várias categorias para curtas e longas-metragens, divididas entre Júri Profissional e Júri Popular. E quem ganhou no Rio?

 

O curta “Feral“, de Daniel Souza e co-produção entre EUA e Portugal, faturou o maior prêmio da noite. Com a escolha do júri profissional e diretores do festival, a produção irá participar da pré-seleção do Oscar em 2014. Eleito pelo público, o alemão “Der Notfall“, de Stefan Muller, é o Melhor Curta do ano.

 

– Júri Profissional

Melhor Filme Anima Mundi 2013

“Feral”, de Daniel de Souza (EUA/Portugal)

 

Melhor Concepção Sonora:

“Beep Beep Beep”, de Jeremy Diamond (Canadá)

 

Melhor Direção de Arte:

“Requiem For Romance”, de Jonathan NG (Canadá)

 

Melhor Roteiro:

A Coelha e o Veado (Nyuszi És Õz), de Péter Vácz (Hungria)

 

Melhor Técnica de Animação:

“Le Grand Ailleurs Et Le Petit Ici”, de Michèle Lemieux (Canadá)

 

Melhor Filme de Encomenda:

Nosso queridinho “Dumb Ways To Die”, de John Mescall e Pat Baron (Austrália). Clique aqui pra conferir nosso post com informações adicionais e a versão carioca-hardcore-realista desse curta aqui.


– Júri Popular

 

Melhor Curta:

Der Notfall, de Stephan Muller

Poderia até ter sido um sábado agradável, se não fosse o caos instaurado por uma vaca louca, uma mãe histérica e dois homens numa ambulância. O pesadelo surreal de um herói que tenta fugir de situações kafkianas.

 

Melhor Curta Brasileiro:

Faroeste: um autêntico western, de Wesley Rodrigues (Brasil)


Melhor Curta de Estudante:

“Oh Sheep”, de Gottfried Mentor (Alemanha)

 

Melhor Curta Infantil:

“Sempre Cabe Mais Um”, de Max Lang e Jan Lachaue (Reino Unido)

 

Melhor Longa Adulto:

Aprovado Para Adoção, de Laurent Boileau e Jung (França/Bélgica)

 

Melhor Longa Infantil:

Zambézia, de Wayne Thornley (África do Sul)

 

Prêmio Canal Brasil

“Ed”, de Gabriel Garcia (Brasil)

 

Anima Multi – Júri Profissional

Shave it, de Jorge Tereso e Fernando Maldonado (Argentina). Vocês já tinham visto isso aqui, lembram?

 

Anima Multi – Júri Popular

Separado, de Mark Borgions (Bélgica), que você também tinha visto aqui no Dilata há um tempo.

 

O festival começa HOJE em Sampa, no Cine Olido e no Espaço Itaú da Augusta. Eu garanto que vale muuuuuito a pena! Confira a programação completa aqui.

 

[Essa lista de filmes veio do blog do Anima Mundi]

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