Estreou dia 14 de janeiro, última quinta-feira, um dos mais esperados longa-metragens animados de 2016. Tudo bem que tenha atrasado pra chegar no Brasil (o lançamento oficial aconteceu 6 de novembro nos Estados Unidos), mas grazadeos que veio nesse ano novinho, para reforçar nossas esperanças de tempos melhores. Afinal, já que fechamos o ano no estilo loser do Charlie Brown, é tempo de vencer como o próprio.

O filme conta uma história criada pelo filho e pelos netos de Schulz, guiada com todo o cuidado do universo pelo diretor Steve Martino. Aos nossos olhos, é visível uma obra prima que tentou manter ao máximo o que já conhecemos do estilo singelo de Minduim e sua turma, nos diálogos, nos cenários e, de forma surpreendente, até nos traços.

Charlie Brown, Snoopy, Lucy, Linus e todo o resto da amada turma do Snoopy chegaram ao cinema de uma forma como nunca foram vistos antes, como animação 3D. Mesmo assim, muito de 2D foi acrescentado ao filme, o que permitiu trazer, com sensibilidade, a aparência de muito respeito e fidelidade ao design de personagens original de Schulz. As expressões e a elasticidade dos personagens ficou lindamente bem reproduzida, mesmo que em computação gráfica, por conta desse cuidado extremo dos criadores para manter o estilo dos originais. A estética ficou incrível.

Na aventura, Snoopy, o beagle mais amado do mundo – e claro, piloto – embarca em sua maior missão atrás de seu arqui-inimigo, o Barão Vermelho, enquanto seu melhor amigo, Charlie Brown, inicia a sua própria missão épica em busca do olhar da Garotinha Ruiva. Já viram o trailer pra se inteirar melhor da história? Tó:

 

E em português?

Estive no lançamento dessa belezura com minha sobrinha de 3 anos e sai encantadinha com o que vi. Vamos a análise dilatante, com observações da pequena e sem spoilers (por um mundo melhor, #soudessas).

 

pontosfortes

  • As texturas dos personagens é extremamente bem trabalhada com um 3d primoroso, as expressões em 2d são encantadoras e esse visual é responsável por trazer aquela vontade de abraçar cada um deles à primeira vista. Os cenários são menos saturados ao fundo pra destacar com muita (e bota muita nisso) cor o que está em foco na cena. Isso tem efeito hipnotizante nas crianças e em adultos apaixonados por Charlie Brown, como eu. Num cinema lotado do público infantil, surpreendentemente todos ficaram em silêncio durante a primeira hora de filme, acho que por um misto de encantamento e interesse pelo que estava sendo apresentado.
  • A trilha é maravilhosa. Todas as vezes que Schroeder aparece com seu piano, ele tá arrasando. Tem uma cena que Snoopy precisa ensinar Charlie Brown a dançar que também é extremamente derretente. Lindos demais, cara.
  • O ritmo do filme é rápido e as cenas divertidas. O humor é pra adultos e crianças, mas o visual todo tem mais apelo ao público infantil.
  • Os personagens foram fiéis a criação original.
  • As vozes reforçam aquela vontade de abraçar que mencionei no começo. Nhaaa, delicinhas. <3
  • O imaginário do desenho evoca nossas lembranças mais fofuchas da infância. Tem um apelo quentinho, pra lá de carinhoso, pra tudo quando é gente crescida que viveu momentos embalados por essas historinhas amáveis. Eu chamo isso de apelação… e você? O filme é emocionante em níveis extremos, principalmente para os fãs da obra de Schulz.

pontosfracos

  • A trama principal de Charlie Brown é entrecortada pela maravilhosa imaginação de Snoopy (que cachorro incrível, né?) na saga de perseguição pelo Barão Vermelho, e acho que esses momentos podem confundir os pequenos. As cores variam ligeiramente e há uma narração que ambienta/diferencia essa parte da história, mas fui questionada com o típico “o que tá acontecendo, titia?” em algumas dessas cenas.
  • Charlie Brown é triste, é perdedor, se sente um fracasso constante. Lucy é aquela amiga que é melhor não ter, vamos combinar. Linus é de uma genialidade sem tamanho no que fala. No meio disso tudo, existe uma clara distinção entre os perfis infantis, típicos do desenho de Schulz, de construção impecável de personagens. Mesmo assim, acho que para as crianças não fica tão evidente como é positivo ser como Charlie Brown, por exemplo. Pode ser uma nóia minha, me corrijam se eu estiver errada, mas tive a impressão que o final trouxe um desfecho ok que exaltou por muito pouco tempo o comportamento de Minduim. Ele é demais e não tem porque se sentir tão derrotado. Eu espero que as crianças saiam com isso bem claro nas cabecinhas delas. Não sei se essa mensagem fica tão clara para os pequenos.

nota
8,5

 

Agora um material extra, pra vocês amarem o Dilata e voltarem aqui sempre!

 

Danilo Gentili entrevistou o diretor Steve Martino e se deu muito bem. #invejei

 

Meghan Trainor foi convidada a gravar a música tema e o Steve Martino fala disso como se fosse uma grande honra, todo deslumbrado. Bonitinho, né? Achei que ficou muito bom. Curtam só o clipe:

 

 

Aqui dá pra ver um pouquinho do cuidado que a equipe, que já era toda xonadinha pelo trabalho de Schulz, teve ao criar o visual do filme. Sparky’s pen pra vocês:

 

 

Pra fechar com chave de ouro, muito conteúdo sobre a criação, o desafio da computação gráfica, o trabalho de estudo de personagens, e muita coisa sobre a produção do longa numa entrevista que o diretor Steve Martino, o roteirista Craig Schulz e a artista visual Karen Disher deram para o Google. Assisti tudo e adorei. Com vocês, Talks at Google:

 

Screenshots do amô:

 

PEANUTS

PeanutsMovie_CharlieBrown_Lucy_advice

PeanutsMovie_CharlieBrown_school_Marcie

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PeanutsMovie_Snoopy_dances

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PeanutsMovie_Snoopy_fifi_love

PeanutsMovie_poster

PeanutsMovie_DreamBig_poster

 

 

Quer mais?

 

A trilha sonora inteirinha no Spotify:

 

E o material de divulgação oficial

Site: http://www.peanutsmovie.com/
Se precisar de conselhos de Lucy: http://www.5centadvice.com/
Wah wah machine, pra aprender a falar como adultos: http://www.wahwahmachine.com/
Get peanutized, pra virar um personagem do filme, que nem eu ali embaixo: http://www.peanutizeme.com/

 

PEanutsMovie_Livia

Tô linda, né?

 

 

E vocês, o que acharam do filme?

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